sábado, 16 de maio de 2020

Apocalipse - Ilha de Patmos



No grego aparece escrito de três modos: Patmos, Patnos e Pátimo; no latim, Patmus.
Trata-se de uma pequena ilha do mar Egeu. Na antiguidade era designada “Esporada”, e hoje "Dedocaneso".
Mede 16 km de comprimento por 6 km de largura, com uma área total de 96 km². Afastada da costa da Ásia Menor cerca de 53 km, sua posição fica a 37°20'N, 26°34' L. Dista a 80 km a ocidente de Mileto e a 112 km a sudoeste de Éfeso.
Sua formação é granítica de rochas vulcânicas, montanhosa e estéril. Seus habitantes viviam da agricultura. O comércio era muito fraco. Foi refúgio de piratas do mar nos dias apostólicos. O ambiente em Patmos, para o apóstolo João, era de insegurança, de dor e separação de suas amadas igrejas. O porto de Patmos era dos melhores da Ásia Menor, porém ficava fora das grandes rotas de navegação.
Pouco ou quase nada sabemos da história da ilha de Patmos, a não ser nas poucas informações de Tucídides. As buscas arqueológicas encontraram restos de uma muralha, inscrições várias, moedas, fragmentos de estátuas e cerâmica em quantidade. Patmos alcançou seu esplendor nos séculos IV-III a.C. Afirma-se que continuou florescendo até o século III d.C. Irineu afirma que o exílio do apóstolo foi no final do reinado de Domiciano, em 95 d.C. Os romanos tinham três condições de exílio:
1. Relegatio ou Deportatio in insulam, reservada aos nobres ou cidadãos romanos. Não era o caso de João.
2. Condenação ad metalla. Ora, em Patmos não existiam minas de metais que estariam sendo exploradas.
3. Ad Opus Publicum. João, na realidade, foi exilado em Patmos com a finalidade de permanecer separado das sete igrejas da Ásia. Eram tempos de bárbara perseguição, sofrimento e morte. Quando os soldados do imperador vendaram os olhos do velho apóstolo para as realidades materiais e contingentes, o Senhor Jesus descortinou diante de João as realidades espirituais do que acontecera, acontecia e aconteceria séculos em fora. Essas realidades espirituais foram escritas pelo apóstolo João sob a direção do Espírito Santo, no livro da Revelação, que é o Apocalipse.

Apocalipse 1:
9. Eu, João, vosso irmão e companheiro nas tribulações, na realeza e na paciência em união com Jesus, estava na ilha de Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10. Num domingo, fui arrebatado em êxtase, e ouvi, por trás de mim, voz forte como de trombeta,
11. que dizia: O que vês, escreve-o num livro e manda-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.



Apocalipse - Éfeso

Éfeso 


- A mais importante da "Ásia", hoje ocupada pela Turquia asiática. Situada na desembocadura do rio Caister, entre as serras montanhosas do Caressos e o mar. Distante do Egeu cerca de 5 km. Ocupava uma linda e grande planície. Ficava entre Esmirna ao norte, e Mileto, ao sul. Defronte a ilha de Samos. Pertencia à Lídia. Na atualidade se chama Selçuk. Disputou com Alexandria e Antioquia a supremacia sobre o Mediterrâneo oriental. Através de Laodiceia, pelo vale do Caister, comunicava-se com a Síria facilmente. Suplantou Mileto e "se tornou o maior empório da Ásia, ao ocidente do Taurus".
Antes da chegada dos jónicos, Éfeso era habitada pelos asiáticos, isto é, o povo nativo. Os jónicos chegaram em 1044 a.C. e dominaram tudo completamente, ainda que os sacerdotes nativos continuassem orientando o culto. Os asiáticos e os jónicos por fim se amalgamaram em tudo, inclusive nas religiões. Em 560 a.C. os lídios se apoderaram de Éfeso. Em 494 foi a vez dos persas; em 334, Alexandre, o Grande; em 133, os romanos. Transformada por estes em centro administrativo e religioso da província romana da Ásia. Em 41 d.C, Cláudio converteu-a no grande centro político, o primeiro da Ásia Menor




Algumas coisas tornaram Éfeso uma grande cidade: Capital da província romana da Ásia. O "escrivão" da cidade (At 19.35) não era apenas um escrivão, mas a "autoridade máxima", como lembra com bastante propriedade William Ramsay. Isto atraía "toda a Ásia" (At 19.10) a Éfeso; desse modo, ouviam a Palavra de Deus por meio de Paulo.
Havia um grande mercado, comprando e vendendo produtos da região e de outras partes. Podemos imaginar o grande número de camelos que chegavam e saíam carregados com géneros de todas as partes da terra. O número de pessoas que afluíam ao mercado era enorme. Era em lugar assim tumultuado que Paulo gostava de expor a Palavra.
Podia-se chegar ou sair de Éfeso por mar, pois o porto distava apenas 5 km; no tempo de Paulo era mais perto ainda. Hoje, das ruínas da primitiva Éfeso ao Egeu, são 11 km. Material de aluvião empurrou as águas do mar. O porto de Éfeso deveria estar em reformas quando Paulo parou em Mileto e mandou chamar os pastores de Éfeso (At 20.17). Mas o momento mais comum para alcançar Éfeso, ou deixá-la, era por terra. Estradas boas e bem guardadas, vindas de todos os pontos do oriente, passavam pela cidade, atraindo grande número de pessoas. Uma vez em Éfeso, ouviam a "mensagem da cruz".

Havia também um famoso centro de medicina, principalmente para curar doenças dos olhos. Isto trazia para a cidade milhares de enfermos, que tinham também o ensejo de entrar em contato com Jesus, o Médico dos médicos.



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A cidade abrigava o templo de Diana ou Ártemis, a deusa símbolo da fertilidade. Nesse templo, grande e majestoso, guarda-va-se a imagem da deusa famosa. Talvez essa imagem fosse esculpida num grande meteorito, daí a razão de dizerem "que caiu do céu" (At 19.35). James Adams diz que na noite em que Alexandre, o Grande, nasceu o templo de Diana foi destruído pelo fogo. Chegaram donativos de todas as partes e o templo foi reconstruído com mais pompa e maior glória. Esse templo, que chegou a ser "uma das sete maravilhas do mundo", media 74,5 x 49,95 m. Com cem colunas de 1,8 m de diâmetro cada uma. O altar descansava sobre uma base de pedras com 6 m². Em determinado mês conhecido como Artemísio (março-abril), gente de toda parte rumava para Éfeso com ricas ofertas para Diana. Eram milhares e milhares. Foi nesse período que o sindicato do ourives Demétrio criou problema com Paulo (At 19.23-40). Isso aconteceu no teatro com capacidade para 25 mil pessoas. Depois de dois anos de pregação do evangelho, muitos efésios já se haviam convertido a Cristo e não mais compravam as miniaturas dos nichos de Diana.
O templo de Diana ficava numa linda planície distante do centro cerca de 2,5 km e ligado à cidade por uma estrada de mármore com 22 m de largura, ladeada de colunas riquíssimas. Essa suntuosa estrada dava saída para a "Porta Magnesiana".
O Grande Fórum Romano ergueu-se majestoso na praça principal da cidade. O Estádio também era de gigantescas dimensões (assim o provam as ruínas). A Oeste do Estádio ficava o templo de Serápis, deusa importada do Egito. Orna muralha de 11,2 km circundava a cidade, dando-lhe segurança e paz. O número de judeus em Éfeso deveria ser considerável. Não eram, porém, bem quistos como podemos deduzir de Atos 19.34. O cônsul Dolabella lhes concedeu, em 44 d.C., privilégios especiais para observarem o sábado, confirmados mais tarde pela cidade e o próprio Augusto. Éfeso era um centro estratégico; por isso Paulo estabeleceu ali um poderoso trabalho, onde permaneceu dois anos (At 19.10).




Coisas importantes aconteceram pela pregação de Paulo e de seus companheiros:
(1) Começou com homens convertidos e cheios do Espírito Santo e com dons espirituais (At 19.1-7). (2) Paulo evitou brigas e polémicas entre judeus e cristãos (At 19.9). (3) Paulo pregou somente a Palavra de Deus. (4) A mensagem de Paulo não era apenas na sabedoria humana, mas na demonstração do poder de Deus com milagres e maravilhas (At 19.11,12). (5) Paulo expulsou demónios (At 19.13-16). (6) O nome do Senhor Jesus era engrandecido pela pregação das boas novas.
(7) Obras de feitiçaria eram queimadas em praça pública pelos novos convertidos (At 19.18,19). (8) A poderosa Palavra do Senhor Jesus crescia e prevalecia com poder (At 19.20). (9) Mais tarde, o apóstolo Paulo escreveu a essa igreja uma confortadora e maravilhosa carta, conhecida como "Epístola aos Efésios". (10) O Senhor Jesus dirigiu a essa igreja uma carta de exortação e amor (Ap 2.1-7).
Muitos templos cristãos foram construídos no período do Imperador Constantino. Do período bizantino para frente, Éfeso foi decaindo até chegar a um montão de ruínas. Arqueólogos como John Turtle Wood e David George Hogard, entre outros, escavaram as ruínas de Éfeso e revelaram a gloriosa cidade que era sede de idolatria, mas que foi abalada pelo poder do evangelho de Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo.



O Elegante teatro de Éfeso suportava 24.000 pessoas sentadas para jogos, música e cerimônias religiosas. Era também usada para encontros públicos e questões deliberativas, execução de ações do conselho da cidade e questões legais. De acordo com Atos: 19.23-41, devotos da deusa Ártemis ou Diana encenaram uma demonstração anticristã no teatro. A rua na direta da foto levava à fonte das águas. Nas proximidades estavam os armazéns e o complexo do ginásio-termas.

Esse portal monumental fica numa das saídas do mercado. Foi construído entre 4 e 2 A.C. por ex-súditos de Augustus, que dedicaram o portal ao imperador e sua família. Uma inscrição nas paredes do portal chama Augustus "filho da divindade", desde que ele foi adotado como filho de Júlio César, que foi deificado pelo senado Romano. A inscrição também lista funções que Augustus tinha, incluindo a de sumo-sacerdote. Estatuas de Augustus e sua família olha para baixo aos que atravessam pelo portal

O Ágora era o centro comercial de Éfeso. Era uma grande área quadrada contornada por colunas e calçadas. Vendedores e artesãos faziam seu comércio nesta área. Éfeso era um centro de indústria têxtil e era conhecida por seu vinho e perfume. Os ourives mencionados em Atos 19:24-27 devem ter trabalhado nesta área. Em adição ao comércio, o Ágora era um lugar para encontros públicos informais




Apocalipse Capitulo 2
1. Ao anjo da igreja de Éfeso, escreve: Eis o que diz aquele que segura as sete estrelas na sua mão direita,aquele que anda pelo meio dos sete candelabros de ouro.
2. Conheço tuas obras, teu trabalho e tua paciência: não podes suportar os maus, puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são e os achaste mentirosos.
3. Tens perseverança, sofreste pelo meu nome e não desanimaste.
4. Mas tenho contra ti que arrefeceste o teu primeiro amor.
5. Lembra-te, pois, donde caíste. Arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras. Senão, virei a ti e removerei o teu candelabro do seu lugar, caso não te arrependas.
6. Mas isto tens de bem: detestas as obras dos nicolaítas, como eu as detesto.
7. Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor darei de comer (do fruto) da árvore da vida, que se acha no paraíso de Deus.



sexta-feira, 8 de maio de 2020

Apocalipse

O Apocalipse foi primeiramente escrito para os Cristãos que viviam em sete cidades na Ásia Menor (Apoc.1:4), no que atualmente é a Turquia. O livro foi escrito por João, o apóstolo de Jesus e discípulo amado, que teve visões na ilha de Patmos, no final do primeiro século D.C. Embora o livro fale sobre previsões do futuro, João também o escreveu para ajudar os cristãos que moravam nessas cidades. Conhecer mais sobre essas cidades pode ajudar a fazer as mensagens dos capítulos 1 a 3 do Apocalipse serem mais vívidas e aprendermos como era a vida em Corinto, Filipos e outros lugares que também são mencionados nas cartas de Paulo. 

As sete igrejas da Ásia - O Senhor Jesus através de seu servo, o velho apóstolo João, dirigiu cartas às sete mencionadas em Apocalipse 1, 2 e 3. Essas sete igrejas e outras da mesma região nasceram como resultado do trabalho diuturno e sacrificial do apóstolo Paulo. O apóstolo não esteve pessoalmente em alguns lugares, como é o caso de Colossos. Após a saída de Paulo da "Ásia", o apóstolo João se instalou na região. 







quinta-feira, 19 de março de 2020

terça-feira, 3 de março de 2020

Exorcismo

Exorcista, o Padre Católico ortodoxo Duarte Sousa Lara em Braga, Portugal, fala durante 1 hora, nesse vídeo, coisas que você não vai gostar.





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Templários: 29 de outubro de 1152

  " Eu, Afonso, rei de Portugal, filho do conde Henrique [da Borgonha] e sobrinho do grande rei Alfonso [de Castela e Leão], na presença de vocês, bispo de Braga e bispo de Coimbra e Teotônio, e de todos os muitos vassalos do meu Reino, juro nesta cruz de metal e neste livro dos Santos Evangelhos, sobre os quais coloco minhas mãos, que eu, um miserável pecador, vi com esses olhos indignos Nosso Senhor Jesus Cristo que estendeu a cruz da seguinte maneira :

Eu estava com o meu exército nas terras do Alentejo, no campo de Ourique, preparando-me para a batalha contra Ismael e outros quatro reis mouros que haviam reunido milhares de homens. E meu povo, com medo de sua multidão, estava excessivamente perturbado e triste, tanto que alguns estavam dizendo publicamente que era imprudente continuar essa jornada.

E eu, preocupado com o que ouvi, comecei a considerar o que deveria fazer. Como eu estava na minha tenda, tinha comigo um livro no qual o Antigo Testamento e o de Jesus Cristo foram escritos. Abri e li nela a vitória de Gideão. E eu disse a mim mesmo: “Tu sabes muito bem, Senhor Jesus Cristo, que é por amor a Ti que assumi esta guerra contra os teus adversários. Agora, está em Tuas mãos dar a mim e aos meus homens a força para destruir em Teu Nome esses blasfemadores.

Tendo dito essas palavras, adormeci sobre o livro e comecei a sonhar que vi um velho vindo à minha tenda. Ele me disse: “Afonso, tenha confiança, porque você conquistará e destruirá esses reis infiéis, esmagará o poder deles e o Senhor aparecerá para você.”

Eu ainda estava tendo essa visão quando meu camareiro João Fernandes de Souza chegou, dizendo para mim: “Acorde, meu senhor, porque está aqui um homem velho que quer falar com você.”

Eu respondi: "Deixe-o entrar se for católico".

E assim que ele entrou, eu o reconheci como o mesmo que eu tinha visto no meu sonho.

Ele me disse: “Senhor, tenha coragem. Você conquistará e não será conquistado. Você é amado por Nosso Senhor, porque Ele olhou com misericórdia de você e de sua progênie depois que seus dias terminarem até a 16ª geração. Então sua sucessão diminuirá, mas mesmo assim diminuída, Ele voltará a olhar para ela e cuidará dela. Ele me ordena que lhe diga que, nesta noite, você ouvirá o sino do meu eremitério, em que vivi em meio aos infiéis por 66 anos guardados pelo favor do Altíssimo, você deve deixar seu acampamento sozinho - sem nenhum acompanhante. - porque Ele quer lhe mostrar Seu grande amor paterno.

Prostrando-me no chão com grande reverência, venerava o embaixador enviado a mim e Aquele que o enviava. E permanecendo em oração, esperei o sino. Na hora da segunda amostra da noite, ouvi a campainha. Então, armado com minha espada e escudo, saí do acampamento. De repente, vi no lado direito do céu no leste uma luz resplandecente, que se tornou cada vez mais definida e cresceu a cada hora que passava.

E, mantendo meus olhos fixos, de repente vi naquele raio o sinal da Cruz, mais resplandecente que o Sol, e um grande grupo de jovens resplandecentes, que eu acreditava serem os Santos Anjos. Vendo essa visão, deixei minha espada e escudo de lado e caí de joelhos; em lágrimas, comecei a pedir força pelos meus vassalos. Sem nenhum medo, eu disse:

Por que você me aparece, Senhor? Talvez desejes aumentar a fé de quem tem tanto? Certamente seria melhor que os inimigos te vissem para crer em ti do que em mim, que desde o batismo te conheço como o verdadeiro Deus, Filho da Virgem e Pai Eterno, como eu te conheço agora. "

A Cruz tinha uma grandeza maravilhosa, erguendo-se da terra quase 10 metros. O Senhor, com um tom de voz muito afável, que meus ouvidos indignos ouviram, me disse:

Não lhe pareço assim aumentar sua fé, mas fortalecer seu coração por esse conflito e estabelecer o início de seu reinado sobre uma rocha firme. Confie, Afonso, porque não apenas você vencerá esta batalha, mas todos os outros onde você lutar contra os inimigos da Minha Cruz. Você encontrará seu povo alegre e fortalecido para o combate, e eles pedirão que você entre na batalha com o título de rei. Não suscite dificuldades, mas conceda prontamente tudo o que eles pedirem.

"Sou o Fundador e Destruidor de reinos e impérios, e desejo - em você e em seus descendentes - fundem para Mim um Império (Cristão), por meio do qual Meu nome será conhecido em nações longínquas. E para que seus descendentes saibam Quem lhes deu o Reino, você deve colocar no seu brasão o preço pelo qual eu remi a raça humana [a Cruz e as cinco feridas], bem como o preço pelo qual fui vendido pelos judeus [as 30 moedas], e será para mim um reino santo, puro na fé e amado por mim. ”

Ao ouvir essas coisas, prostrei-me no chão e O adorei, dizendo: “Por que mérito, ó Senhor, você me mostra tanta misericórdia? Coloque teu olhar benigno, então, nos sucessores que me prometeu e proteja o povo português. E se acontecer que planejaste enviar-lhes algum castigo, que caia sobre mim ... e liberte esse povo que eu amo como filho único.

Consentindo nisso, o Senhor me disse: “Minha misericórdia nunca deixará você nem seu povo; porque através de você preparei grandes colheitas e as escolhi para minhas colheitadeiras nas terras mais remotas. ”

Tendo dito essas palavras, ele desapareceu e eu, cheio de confiança e de bom humor, voltei para o acampamento.

E para que isso seja conhecido como verdade, eu, Dom Alfonso, juro pelos Santos Evangelhos de Jesus Cristo, sobre os quais coloco minha mão. E, portanto, ordeno aos meus descendentes que me sucederão que, em homenagem à cruz e às cinco feridas de Jesus Cristo, ponham em seus escudos os cinco escudos em forma de cruz e sobre eles as 30 moedas . E que tomem como selo a serpente de Moisés, que é a figura de Cristo. Este deveria ser o troféu [o brasão de armas] do nosso Reino. E se alguém pretender o contrário, seja amaldiçoado pelo Senhor e atormentado no inferno por Judas, o traidor. 

Esta carta foi escrita em Coimbra, em 29 de outubro de 1152, [assinado] eu, rei Don Afonso. "

(*) Cronica de Don Afonso Henriques por Frei Antonio Brandão
Porto: Livraria Civilização Editora, 1945
Publicado em 2 de outubro de 2008

Este documento foi encontrado no ano de 1506 nos arquivos do Mosteiro Real de Alcobaça pelo Dr. Fray Bernard de Brito, o principal cronista de Portugal, a quem o Reino deve não apenas a glória que conquistou com seus escritos, mas também este valioso documento ele encontrou. É um pergaminho com escrita antiga, já usado, com o selo de El Rey Don Afonso e outros quatro de cera vermelha, pendurados em fios de seda da mesma cor, verificados e confirmados por pessoas da maior autoridade, os maiores especialistas em valor dos documentos históricos. O Dr. Fray Lawrence do Espírito Santo, então abade daquela casa geral da Ordem Cisterciense neste Reino, uma pessoa de grande aprendizado e muita prudência, considerou ser a vontade de Deus que esse testemunho fosse divulgado a todos. Assim, ele trouxe o pergaminho para Lisboa e o mostrou aos senhores do governo. Depois, viajou para a corte de Madri e apresentou-o ao rei católico Phillip II. Muitos nobres de sua corte também o viram, e isso foi venerado e estimado por todos como um documento de grande valor



As cinco feridas de Cristo são simbolizadas pelos cinco escudos do brasão de armas de Portugal

(*) Assim nasceu Portugal e logo após, os Templários tomaram posse da Terra Brasilis com o Mestre Pedro Álvares Cabral, conforme profecia de Cristo


(**) O Império Cristão de fato existiu com as descobertas e povoamento  português, espanhol e francês pelo mundo ocidental com o catolicismo. Hoje os gnósticos destruíram-no, após a revolução Francesa. 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Gesta Francorum


No caminho para Jerusalém, os cruzados pararam em Antioquia, um local estratégico que precisavam tomar como local crucial para suprimentos, reforços e retirada. O primeiro cerco de Antioquia começou em 22 de outubro de 1097 e terminou em 2 de junho de 1098, com a tomada da cidade, exceto a cidadela.

A segunda parte do cerco, que é o que nos interessa aqui, é quando o grande exército do poderoso emir Kerbogha chegou logo após a vitória dos cristãos para retomar Antioquia.
Ele e seu enorme exército tentaram invadir a cidade em 7 de junho, mas falharam e, dois dias depois, ele havia estabelecido seu próprio cerco em torno de Antioquia. Agora eram os cruzados que estavam sitiados.

Os cruzados sofriam com baixos suprimentos e um exército menor, as forças de Kerbogha eram duas ou três vezes o seu número. Além disso, muitos cavaleiros cruzados perderam seus cavalos e foram "reduzidos a lacaios fracos e desamparados", como observou um cronista, também diminuindo o moral já fraca no campo.

Mas então, depois de três semanas, os cruzados decidiram fazer uma surtida e entrar em batalha. A decisão foi desesperada e uma derrota parecia certa. No entanto, eles conquistaram uma vitória esmagadora com relativa facilidade.

Os historiadores modernos tentaram, sem sucesso, oferecer explicações práticas para a vitória: o moral ainda mais baixo dos turcos, as brigas intermináveis ​​de seus líderes etc. Eles geralmente ignoram o que os cronistas medievais da batalha relataram como uma das principais causas da vitória: isto é milagres.
  • primeiro milagre que Nosso Senhor deu para elevar o moral e incentivar os líderes a entrar em batalha foi a descoberta da lança sagrada na Catedral de São Pedro em Antioquia;
  • segundo milagre foram os soldados celestes em cavalos brancos que apareceram das montanhas para ajudá-los, ostentando bandeiras brancas e liderados por São Jorge.
Alguns dias após o cerco, Pedro Bartholomew, um cruzado camponês da Provença pediu para ver seu comandante Conde Raymond, de Aguilers, porque tinha notícias importantes.

Ao receber uma audiência do conde e do bispo Adhemar de Puy, Pedro lhes disse que Santo André havia aparecido para ele em uma visão na qual lhe mostravam o paradeiro da Santa Lança que perfurava o lado de Nosso Senhor na cruz. O conde Raymond ficou impressionado e um clima de expectativa animada se espalhou entre os cruzados na cidade pressionada.

Um grupo foi organizado para ir ao local indicado e, para grande alegria de todos os presentes, a Lança foi descoberta. A descoberta da lança impulsionou o moral de todos no campo cristão e deu-lhes a convicção da ajuda de Deus na batalha.


A seguir, trechos de um relato da crônica medieval Gesta Francorum (Os feitos dos francos), escrita por um autor anônimo por volta de 1100-1101:

Havia um certo peregrino de nosso exército, cujo nome era Pedro, a quem São André, o Apóstolo, apareceu antes de entrarmos na cidade e disse: "O que você está fazendo, bom homem?"

Pedro respondeu: "Quem é você?"

O apóstolo disse-lhe: "Eu sou Santo André, o apóstolo. Saiba, meu filho, que quando você entrar na cidade [Antioquia], vá à Igreja de São Pedro. Lá você encontrará a lança do nosso Salvador Jesus Cristo, com o qual foi ferido enquanto pendurado nos braços da cruz. "

Tendo dito tudo isso, o apóstolo logo se retirou.

Mas Pedro, com medo de revelar o conselho do apóstolo, não estava disposto a dar a conhecer aos peregrinos. No entanto, ele pensou que realmente tinha tido essa visão e disse: "Senhor, quem acreditaria nisso?" Então, nessa mesma hora, Santo André o levou e o levou para o local onde a Lança estava escondida no chão.

Quando pela segunda vez estávamos situados em estreitos desesperados, como declaramos acima, Santo André voltou a dizer-lhe: "Por que você ainda não tirou a Lança da terra como eu lhe ordenei? Saiba, em verdade, quem quer que seja portar esta lança em batalha nunca será vencido por um inimigo ".

Pedro, de fato, imediatamente tornou conhecido por nossos homens o mistério do apóstolo.

O povo, no entanto, não acreditou, mas recusou, dizendo: "Como podemos acreditar nisso?" Pois eles estavam totalmente aterrorizados e pensaram que deveriam morrer imediatamente.

Então, esse homem Pedro apareceu e jurou que tudo era verdade, e que de fato Santo André lhe apareceu duas vezes em uma visão e lhe disse: "Levante-se. Vá e diga ao povo de Deus que não tema , mas para confiar firmemente com todo o coração no Deus único e verdadeiro e eles serão vitoriosos em todos os lugares.No prazo de cinco dias, o Senhor lhes enviará um sinal tal que permanecerão felizes e alegres e, se quiserem lutar, deixe-os sair. imediatamente para a batalha, todos juntos, e todos os seus inimigos serão vencidos, e ninguém se levantará contra eles. "

Então, quando souberam que seus inimigos seriam vencidos por eles, começaram imediatamente a reviver e encorajar um ao outro, dizendo: "Apreciem-se e estejam em todos os lugares corajosos e alertas, pois o Senhor virá em nosso auxílio no próximo batalha e será o maior refúgio para o Seu povo, a quem vê persistindo em tristeza. "

Assim, ao ouvir as declarações daquele homem Pedro Bartholomew que nos relatou a revelação de Cristo através das palavras do apóstolo André, fomos apressados ​​imediatamente para o local na Igreja de São Pedro que ele havia indicado.

Treze homens cavaram lá desde a manhã até as vésperas. E então aquele homem Pedro encontrou a Lança, exatamente onde ele havia indicado. Os outros a receberam com grande alegria e medo, e uma alegria além da medida surgiu em toda a cidade. E, a partir dessa hora, seguimos conselhos de batalha entre nós.


                        (os cruzados cercam Antioquia e tomam  a cidade em 1098)

Esse milagre transformou tanto o moral do exército sitiado que, em 28 de junho de 1098, os cruzados reanimados partiram de Antioquia para a batalha. Eles foram liderados por seu melhor soldado, o guerreiro normando Bohemond de Taranto, e a Lança Sagrada foi carregada pelas tropas de outro de seus principais comandantes, o conde Raymond de Aguilers.

                                                        ( a lança sagrada na mão de um Bispo )

* a primeira figura logo acima 'a direita é a lança sagrada exibida no palácio real de Viena,na Áustria 

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Baixa espiritualidade

Terence McKenna, Aldous Huxley , Allan Whatss, Sam Harris não podem ser exemplo de alta espiritualidade ,JAMAIS !
A experiencia com psicodélicos podem levar ao bloqueio do ego , PORÉM , o indivíduo retorna ao nível egoico com suas percepções características após passar o efeito do entorpecimento e conduz invariavelmente 'a ilusão.
De certo há choque na vida naqueles mais propensos em recebê-la, que conduz 'a uma mudança radical no modo de viver. Por ex. : gente que está viciada em algo e muda radicalmente de vida após o choque da experiencia com lisérgicos- assim acontece com uma porcentagem BEM mínima entre apreciadores da ayahuasca.
Invariavelmente essa experiencia recai no sentimento em pertencer ao Todo - um panteísmo monista disfarçado e falso na espiritualidade, porque não há sentido algum do Perfeito evoluir-se , muito menos aqueles caracterizados pela razão estarem ao nível daqueles sem essa qualidade (humanos e animais) - quis eu dizer que a sensação em pertencer ao Todo não implica em que isso seja a alta espiritualidade e principalmente porque não há razão da transcendência - tão característica na alta espiritualidade.
Pra confirmar essa perspectiva, repare no quão pouco a personalidade da pessoa muda com tal experiência - ela continua na baixeza se é essa tal propensão. No máximo reduz o crente aos instintos animais, igualando-o 'as feras.
TODOS expoentes da alta espiritualidade NUNCA usaram de substâncias alteradoras da percepção.
Aldous Huxley morreu exigindo injeção na veia! .





quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

25 de Dezembro: a Boa Nova



Os demônios apresentam grande imaginação desde milênios até os dias de hoje na tentativa em arruinar Sua palavra. Tudo é válido desde sua origem, falsa, alegam...pagã, até a modernidade com seus ets e discos voadores, passando pelo espírito mais evoluído, ou que ele faleceu na Índia, ou mesmo chegando ao ponto em negar Sua existência. Ele NUNCA disse nada dessas coisas. Mas palavras são colocadas em Sua boca, porque aos medíocres é mais fácil prostituí-Lo que segui-Lo- uma simples questão de imagem e semelhança.

Era costume predominante entre os seguidores de Jesus chamar de irmãos todos que comungavam da mesma esperança. Quem manteve-se virgem durante toda sua vida, dando 'a luz ao fantástico nascimento do Verbo aqui entre nós mantendo-se virgem , é óbvio que não concebeu de outros filhos e, por isso, Jesus não tinha irmãos. Parentes sim, mas irmãos de nascimento, não. Isso é um simples exercício de raciocínio lógico que qualquer criança bem ensinada apresenta. Exceto aos endemoniados...


Da mesma forma que afirmam que as comemorações em 25 de Dezembro tem origem nas festividades pagãs referentes ao nascimento do sol (hemisfério norte) cultuado pelas falsas religiões, demoníacas, durante milênios pelo mundo influenciando, alega-se, o cristianismo, induzindo leigos 'a suposta falsidade do Cristianismo,o oposto também é válido como forma em destruir o paganismo demoníaco dentro de uma de suas maiores comemorações: na mesma data pelo nascimento de Jesus . Não por acaso Ele escolheu nascer nesse dia. Mas isso de forma alguma passa pela cabeça dos arruinados espirituais. Os demônios já corroeram quase todos neurônios desses, praticamente vencendo a batalha espiritual, tomando suas almas. Mas quem sabe surja algum milagre?


o EGOTEÍSTA usa Jesus o ano inteiro 'a sua imagem e semelhança completamente deformada, seguindo sua própria loucura rumo ao abismo tentando de qualquer forma conciliar o inconciliável porque não pode ser possível unir o demoníaco ao divino, exceto dentro dessa sua espiritualidade arrasada, onde ao fim culmina em negá-Lo no Natal , prostituindo-O, como de alguma origem obscura no paganismo. Essa falta de respeito tem um preço aos olhos de outros no mínimo ridículo, infantil, completamente arruinado. Ateus nesse ponto são muito mais honestos.


SE Jesus não viesse com objetivo em criar uma RE-Ligação, Ele não mandaria seus discípulos, os Apóstolos, espalhá-lha pelo mundo. Discípulos esses representados pelas 12 estrelas na cabeça da Virgem ,que é Maria, e que produziram os 4 evangelhos, que são as 4 rodas na visão de Ezequiel, essas confirmadas pelos quatro seres viventes na visão do Apocalipse de João, séculos após. Por isso, é ÓBVIO que a Religião Cristã foi criada por Jesus, e NÃO seu oposto. Os demônios até hoje não querem que isso seja verdadeiro.


Antigamente os cristãos eram jogados aos leões no Coliseu ou crucificados aos milhares como em Nagasaki. Hoje em dia a perseguição demoníaca continua pelos anticristos ora em peças pseudo-humorísticas, ora em mentiras sob alegação de alguma origem obscura de fundo pagão nas redes sociais, ora em matanças pelo mundo. Os demônios não perdem tempo em sacolejar esqueletos por aí e transformar seus seguidores em loucos deformados éticos. Tudo é válido para deformar e destruir o cristianismo, especialmente a Tradição religiosa Cristã Católica. Ora O usam em suas pseudo espiritualidades durante o ano, ora aproveitam essa época para mostrar quem realmente são. Cristãos do mundo inteiro estão tranquilos quanto 'a isso porque quem O nega será negado, e aquele que O recebe receberá a eterna vida. São palavras Dele. Exceto na imaginação dos deformados espirituais, não existe Universo algum que se rende ao indivíduo, muito menos um Jesus que precise pedir permissão para entrar na vida de alguém,alguém esse tão deformado que chega ao cúmulo em negar sua existência. Tudo isso é Egoteísmo. Essa Era do Eu acima de Deus que deforma totalmente por onde toca, um dia irá acabar porque tudo que tem um início um dia termina- como a Criação. Ninguém sabe quando mas foi prometido.


Tudo, de todo jeito, de todas as formas é a tal "verdade do Natal" que os anticristos teimam em infestar as redes sociais, exceto a Tradição católica. Essa não vale...Os demônios não perdem tempo em sacolejar esqueletos por aí nessa época.


sábado, 3 de agosto de 2019

Sem desculpas


Não peça desculpas pela sua fé.
Não peça desculpas pela monarquia.
Não peça desculpas pela idade medieval.
Não peça desculpa pelas cruzadas.
Não peça desculpa pela reconquista.
Não peça desculpa pelos inquisições.
Não peça desculpas por conquistar o continente americano.
Não peça desculpas por pregar o evangelho a todas as nações.
Não peça desculpas por educar os ignorantes.
Não peça desculpas por construir catedrais góticas.
Não peça desculpas por construir catedrais de barroco.
Não peça desculpas pela música e arte sagrada.
Não peça desculpas por alimentar os pobres.
Não peça desculpas por fazer o que é certo.
Não peça desculpas por ser católico.
Não peça desculpas por adornar a Santa Igreja Católica e o templo de Deus com riquezas e beleza.
Não peça desculpas por acreditar e pregar a verdadeira moralidade católica.
Não peça desculpas por ensinar a todas as nações e batizando-as em nome do pai, e do filho, e do Espírito Santo.
São eles que têm que se desculpar por não honrar o Senhor dos senhores e o rei dos Reis: 

Jesus Cristo.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Cátaros




AVISO -
Jesus JAMAIS falou em reencarnação , muito menos em evolução espiritual, mas sim em ressurreição , céu e inferno. Uma doutrina, a cristã, ANULA completamente a outra, a gnóstica/panteísta, e vice-versa, e isso e´ tão simples de entender que qualquer um não terá dificuldades em assimilar : basta LER o Novo Testamento e não sair repetindo as mesmas manipulações contra  o ensino de Jesus, ou que ouviu falar ou leu em outro lugar que não seja a bíblia.
 A Igreja Católica JAMAIS possuiu em seus dogmas a ideia da reencarnação, e simplesmente não a retirou de seus ensinamentos porque JAMAIS essa idéia existiu. O que tentaram incluir no catolicismo foi a heresia gnóstica , dentre tantas chamada reencarnação, e por isso, combatida para simplesmente manter a mensagem de Jesus intacta. 
Muito ao contrário, um povo cristão gnóstico que acreditava na reencarnacão de certa época obrigou um papa a mover um exército contra ele: a cruzada Albigense, ou contra os Cátaros. 
Por que?
 Porque os cátaros partiram para o genocídio matando crianças, mulheres , velhos e homens para libertá-los do castigo da reencarnação segundo eles, um conceito típico gnóstico de prisão das almas pelo Demiurgo, inclusive bebês mortos dentro da barriga das mães aos chutes ou estripamento ou queimando-os ambos na fogueira, tamanha a diabólica situação na época a que chegou essa ideia gnóstica da reencarnação.

imagem: Cátaros

terça-feira, 25 de junho de 2019

A grande mentira

A Grande Mentira 




De acordo com Gênesis 3, a Queda a Humanidade estava centrada no fruto proibido. Satanás, após abordar Eva, sutilmente questionou a autoridade de Deus e colocou um enfoque positivo naquilo que seria um ato de clara deslealdade ao Criador.
A tática de Satanás não era de negar Deus; mas era uma estratégia de engano, de dúvida e de desobediência:
"Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: 
Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus:
Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. 
Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. 
E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela." [Gênesis 3:3]
A essência da mensagem insinuadora de Satanás focou a dúvida e a promessa ilusória de autodivinização por meio de novos conhecimentos 
— .."Sereis como Deus, sabendo o bem e o mal." 
O ponto de foco não era intelectual, embora possamos ver que Eva estava desejosa por conhecimento; ao contrário, era um desafio direto da criatura à autoridade do Criador
"O Homem Como um Deus", é um tema repetido. Em uma minissérie para a televisão em 1987, Shirley MacLaine e um amigo estão em uma praia com os braços abertos e anunciam audaciosamente: "Eu sou Deus".
A Teosofia, um desenvolvimento religioso dos anos 1880s, que gerou o moderno Movimento de Nova Era e os ensinos esotéricos da Maçonaria, também proclama esse conceito de autoconhecimento: 

Teosofia:
"O homem não existe para ser coagido; ele existe para ser livre. Ele não é um escravo, mas um Deus no processo de formação." — Annie Besant, Esoteric Christianity, pág. 220. 
"Para sermos perfeitos como o Pai, precisamos ser iguais a ele e, portanto, temos aqui a doutrina ensinada na antiguidade pelos brâmanes: cada homem é Deus e uma parte de Deus.
 Isto apóia a unidade da humanidade como um todo espiritual..." — William Q. Judge, Points of Agreement in All Religions. Discurso ao Parlamento das Religiões, 17 de abril de 1894

Maçonaria:
"Aqui está o grande segredo da Maçonaria — o segredo que torna um homem consciente daquela divindade que está dentro dele." – Joseph Fort Newton, The Builders, pág. 293. 
"O homem é um deus em formação e, como nos mitos místicos do Egito, na roda do oleiro ele está sendo moldado. Quando sua luz brilha para elevar e preservar todas as coisas, ele recebe a coroa tripla da divindade..." — Manly P. Hall, The Lost Keys of Freemasonry, pág. 92
Tudo isto se assemelha ao Movimento de Nova Era. John Randolph Price, um autor e expoente da Nova Era se vangloria do autoconhecimento e da divindade pessoal:
"Nada pode me tocar, exceto a ação direta de Deus e Deus é meu Eu Onipotente. Posso todas as coisas pela Força do Cristo Eu SOU. EU Sou a FORÇA! [ John Randolph Price, The Planetary Commission (Quartus Foundation, 1984), pág. 133. ]
Um Curso em Milagres é um programa de Nova Era destinado a ajudá-lo a redescobrir seu eu maior. Aqui estão algumas das "verdades" ensinadas nas lições: Lição 29: "Deus está em tudo o que vejo."
Lição 61: "Sou a luz do mundo."
Lição 70: "Minha salvação vem de mim mesmo."
"Você pode substituir 'Cristo' por presença, se isso for mais significativo para você. Cristo é sua essência de Deus, ou o Ego, como é algumas vezes chamado no Oriente. 
A única diferença entre Cristo e presença é que Cristo se refere à divindade que reside em você." – Eckhart Tolle, The Power of Now, pág.104..

Sério? 
Tenho de olhar para dentro de mim para encontrar minha "divindade residente?" Além disso, minha salvação vem de mim mesmo?
Entretanto, se eu examinar meu coração e for honesto comigo mesmo, sou forçado a reconhecer que não há nada dentro de minha natureza que seja puro ou divino. 
Ao contrário, meu coração é tenebroso. Minha natureza interior é a mesma que a de toda a humanidade: afetada pelo pecado, enganosa e orgulhosa
Não somente isto é evidente em meus caminhos caídos, mas é um fato declarado pela Bíblia: 
"Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam." [Isaías 64:6]

(*) Texto de OIi Tel .
(**) EGOteísmo . O grande problema em se achar com partícula divina ou Deus é o simples fato da incapacidade em curar uma simples hemorroida sem depender de outro.
(***) ACORDA ! NÃO HÁ NADA DE DIVINO DENTRO DE VOCÊ !!!